Tome Nota

16/02/2015 15:05
Bay the Wine Fica na Rua das Flores, 41/43, e é a nova loja de José Maria da Fonseca (Piriquita) que funciona igualmente como wine bar. Para acompanhar os néctares, destaca-se o pão caseiro algarvio, o presunto ibérico e várias opções de tabuas de queijos, além de ostras do Rio Sado, salada de...
VINHOS BRANCOS ESPORÃO
A revista Lux nomeou a enóloga Sandra Alves (vinhos brancos Esporão) como uma das mulheres que mais se destacaram no ano de 2014, na área dos Negócios.

 


Bebida sempre geladinha, fresquinha

O Verão chegando e o tempo começa a esquentar. No Brasil existe uns recipientes conhecidos como «chopeiras». Mas aqui, em Portugal, fica melhor explicado como «imperialeiras». A coisa funciona assim: tens sacos de gelo, então garantes sempre bebidas bem geladas, fresquinhas para você e seus convidados. A parte de cima e transparente do equipamento é para ser depositado o líquido no seu interior -- cerveja ou vinho verde, refrigerantes ou sumos. No corpo, encher de gelo para esfriar as serpentinas. É só encaixar a tampa, no alto do aparelho, que serve de uma bombinha para levar a pressão para dentro do depósito. Especial para beber o vinho verde fresco, branco ou tinto. Informações 00 351 962 056 113 ou preferidosdodeusbaco@gmail.com                                                

Caves do Solar de São Domingos

A aguardente bagaceira São Domingos é provavelmente o produto mais conhecido produzido pela empresa Caves do Solar de São Domingos, que em 2006 inaugurou um centro de vinificação moderno que permite receber mil toneladas de uvas. 
Apesar da aposta na tecnologia, a tradição é uma presença constante nas Caves do Solar de São Domingos. É obrigatória uma visita à cave onde repousam 2 milhões de garrafas, nomeadamente garrafas de espumante, vinho e aguardente em galerias escavadas na rocha. 
A visita às caves é complementada com uma prova de vinhos da empresa, visualização de um vídeo sobre a história da empresa e visita ao museu. É ainda possível solicitar serviço de refeições.

Enoturismo:

Prova de vinhos, visita à adega, loja museu e serviço de refeições (sob marcação).

Endereço e localização:

Rua Elpídio Martins Semedo, 42 
3780-473 Moita
GPS: 40º 28' 30.57'' N, 8º 24' 16.35'' W

Contactos

Tel: +351‎ 231 519 680
Fax +351 231 511 269

Horário:

Seg-Sex às 11h e 15h
Sábado sob marcação

E-mail: info@cavesaodomingos.com

Web: https://www.cavesaodomingos.com

 

 

Opinão

Já foi tempo

Gosto não se discute. Ou «desce» bem ou então vamos abrir uma garrafa de outra região. Quando cheguei em Portugal, há mais de 23 anos, conheci pessoas que faziam isso. Mas, hoje, não funciona mais assim. As pessoas já estão sabendo o que querem e onde encontrar sua bebida com o sabor e o preço que melhor lhe convém.

Voltando há 1992 e como meus amigos eram jovens e assalariados, como eu, fomos aprendendo nomes e rótulos e as regiões de onde procediam os vinhos que mais nos agradavam. Uns aconselhavam o «tintinho» do Douro, outros preferiam do Alentejo. E, geralmente, próximos da região que haviam nascidos ou das vilas que foram criados. E não podíamos nos enganar na escolha, porque não tínhamos muito para gastar.

Falava-se muito na época, que para se fazer um bom vinho dependia, quase que exclusivamente, da safra das uvas. Do famoso «terrier», palavra criada pelos franceses para tentar explicar o segredo para o sabor das castas, que quando plantadas num local tinham um gosto e, em outro, o paladar era diferente. Ou seja, um bom vinho dependia do clima, do solo, do Sol ou da chuva.

Acho que hoje o fabrico já não funciona mais assim. A produção já não fica mais a espera da sorte. A mercê do bom tempo. Os fabricantes trataram de proteger as suas bebidas e o seu negócio, com muita competência e talento, contratando agrónomos com especialização em Enologia para tratar da escolha do solo, passando pelo plantio, produção, engarrafamento, envelhecimento e vendas. Colocaram nas mãos de profissionais para ter sucesso no fabrico.

E o enólogo passou a ter uma importância fundamental para o sucesso de um bom rótulo. E já faz alguns anos que os portugueses despertaram para este detalhe e entraram a sério na produção de vinhos, de qualquer cor ou sabor, licorosos ou espumantes, verdes ou maduros. O país oferece hoje uma excelente garrafeira que não fica a dever nada a nenhum outro país no mundo fabricante de vinho.

Sou testemunha que a qualidade está presente no dia-a-dia na mesa da população. Com vinhos fantásticos e ao alcance do bolso da população e que são encontrados em qualquer parte. E estes rótulos populares, assino em baixo: JP, Piriquita, Porta da Ravessa e Monte Velho.

José Roberto Tedesco

 

 

No Segundo Caderno

Reguengos de Monsaraz             Cidade Europeia do Vinho 2015

Bacalhôa Vinhos de Portugal       Empresa do ano de 2014

No Tome Nota

Bay The Wine (Wine Bar - Lisboa)
 
Caves do Solar de São Domingos - Bairrada

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